Vitaminas e minerais na prevenção de doenças crônicas: existe um papel terapêutico?
A relação entre nutrição e saúde tem sido amplamente estudada nas últimas décadas, e a ciência já comprovou que deficiências nutricionais desempenham um papel central no desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão, osteoporose e doenças cardiovasculares.
Micronutrientes como vitaminas e minerais não apenas sustentam funções metabólicas essenciais, mas também atuam de forma terapêutica ao modular processos inflamatórios, reduzir o estresse oxidativo e otimizar o funcionamento celular.
Neste artigo, vamos explorar como certos nutrientes influenciam a prevenção de doenças crônicas e destacar suplementos estratégicos que podem auxiliar prescritores na elaboração de protocolos nutricionais baseados em evidências.
O impacto das deficiências nutricionais nas doenças crônicas
Nosso organismo depende de uma ampla variedade de micronutrientes para funcionar corretamente. No entanto, deficiências nutricionais vêm se tornando um problema comum, devido a dietas pobres em alimentos naturais, sedentarismo e alta exposição a estressores ambientais.
A falta de certos nutrientes pode desencadear ou agravar condições crônicas, como:
- Deficiência de vitamina D e osteoporose → Baixos níveis de vitamina D comprometem a absorção de cálcio, aumentando o risco de fragilidade óssea e fraturas.
- Baixa ingestão de magnésio e hipertensão → O magnésio regula a contração dos vasos sanguíneos, e sua deficiência está associada ao aumento da pressão arterial.
- Déficit de coenzima Q10 e doenças cardiovasculares → A coenzima Q10 é essencial para a produção de energia nas células cardíacas e pode auxiliar na proteção contra insuficiência cardíaca e hipertensão.
- Deficiência de antioxidantes e síndrome metabólica → O estresse oxidativo é um fator-chave no desenvolvimento da resistência à insulina e da inflamação crônica.
A boa notícia é que a suplementação pode desempenhar um papel terapêutico, ajudando a corrigir deficiências e prevenir doenças crônicas.
Principais nutrientes na prevenção de doenças crônicas
1. Vitamina D e saúde óssea e cardiovascular
A vitamina D é crucial para o metabolismo do cálcio e do fósforo, impactando diretamente a saúde óssea e muscular. Além disso, estudos mostram que sua deficiência está associada ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças autoimunes.
- Indicação clínica: prevenção de osteoporose, suporte cardiovascular e modulação da imunidade.
- Melhor forma de suplementação: Vitamina D3 (colecalciferol), associada ao cálcio e ao magnésio para otimizar a absorção.
- Suplemento recomendado: Vitamina D3 Joie, formulado para garantir níveis adequados e otimizar a absorção do cálcio no organismo.
2. Magnésio e controle da hipertensão e do metabolismo energético
O magnésio participa de mais de 300 reações enzimáticas no organismo, sendo essencial para a função cardiovascular, a regulação da pressão arterial e o metabolismo da glicose.
Estudos indicam que níveis adequados de magnésio: Reduzem a resistência à insulina
Auxiliam no controle da pressão arterial
Melhoram a contração muscular e reduzem o risco de câimbras
- Indicação clínica: suporte cardiovascular, controle glicêmico e melhora da função muscular.
- Melhor forma de suplementação: Magnésio quelato, que apresenta maior biodisponibilidade e absorção intestinal.
- Suplemento recomendado: Magnésio Quelato Joie, indicado para otimizar os níveis de magnésio sem causar desconfortos gastrointestinais.
3. Coenzima Q10 e suporte cardiovascular
A coenzima Q10 (CoQ10) é um antioxidante mitocondrial essencial para a produção de energia (ATP) e a proteção das células contra o estresse oxidativo. Sua deficiência está associada a doenças cardiovasculares, fadiga crônica e declínio cognitivo.
Estudos indicam que a suplementação com CoQ10 pode: Reduzir a inflamação e o estresse oxidativo no coração
Melhorar a função endotelial e reduzir a pressão arterial
Auxiliar na recuperação muscular e na redução da fadiga
- Indicação clínica: prevenção de insuficiência cardíaca, hipertensão, fadiga e declínio cognitivo.
- Melhor forma de suplementação: Coenzima Q10 em cápsulas, com alta biodisponibilidade.
- Suplemento recomendado: Coenzima Q10 Joie, formulado para otimizar a energia celular e a função cardiovascular.
4. Antioxidantes e inflamação crônica
A inflamação crônica de baixo grau é um fator comum em diversas doenças crônicas, incluindo diabetes tipo 2, doenças autoimunes e doenças cardiovasculares. Antioxidantes naturais, como a curcumina e o ômega-3, ajudam a modular esse processo inflamatório.
- Curcumina (cúrcuma): ação anti-inflamatória potente, útil na redução de dores articulares e proteção contra o estresse oxidativo.
- Ômega-3: fundamental para a redução da inflamação sistêmica e melhora da função cardiovascular.
- Indicação clínica: suporte anti-inflamatório, artrite, proteção cardiovascular e equilíbrio metabólico.
- Melhor forma de suplementação: combinação de curcumina com piperina (para aumentar a absorção) e óleo de peixe rico em EPA e DHA.
- Suplementos recomendados: Cúrcuma Joie e Prômega Joie, que atuam na modulação da inflamação e saúde cardiovascular.
Referências
Ministério da Saúde (Brasil).
Guia Alimentar para a População Brasileira – 2ª Edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/guiaalimentar2014.pdf
Sociedade Brasileira de Nutrição (SBN).
Vitaminas e Minerais: Funções e Benefícios na Prevenção de Doenças Crônicas. São Paulo: SBN, 2017. Disponível em:
http://www.sbn.org.br/publicacoes/vitaminas-minerais.pdf
Pereira, D. et al.
O papel terapêutico de vitaminas e minerais na prevenção de doenças crônicas. In: Revista de Nutrição e Saúde Pública, v. 20, n. 3, pp. 150–157, 2018.
DOI: 10.1590/0102-311X201820030150